segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sociabilidade su-real. Parte 2.

Voltando à questão da socialização, o espaço virtual é um lugar acolhedor para passar o tempo, trocar idéias, expor opiniões e expressar sentimentos. Pode se fazer amizades de vários tipos e não é raro acontecer de buscar conhecer pessoalmente uma de elas.

Muitos de nós já tivemos vontade de ir conhecer alguém com quem conversou por horas, dias, semanas e até meses pelo MSN, trocando correspondências eletrônicas e mensagens de telemóvel. Enfim, chega aquele dia inevitável.

Quando se vai encontrar uma mulher é tranqüilo, corriqueiro, trivial e banal. Mas, quando marca encontro com outro homem com quem se fez um forte laço de amizade, então complica para alguns. Por quê?

Porque não é muito comum um homem marcar encontro com outro, vem aquele pensamento à cabeça “Ih, isso é coisa-de-maricas”, e mesmo que queira dizer para si mesmo “Não, é um amigo!”, não é um amigo de longa data, não é um primo, um colega, um primo, um irmão, o tio nem qualquer outra pessoa que tenhas conhecido antes, ali é o começo.

Tudo é amizade, e a priori nenhum dos dois tem a intenção de ir partindo para o terceiro nível de aproximação. Está ali para conversar, caminhar, divertir e tal. Afinal de contas, se combinaram de se conhecer é porque há muito comum e a necessidade de estar perto de alguém cuja afinidade extrapolou os meios de comunicação, desintegrou distâncias e diluiu receios.

É imprescindível alertar: Por mais que seja constrangedor ir conhecer pessoalmente aquele amigo do peito sempre o faça em um local público, praças com pessoas por perto, shoppings, pontos turísticos, cinemas, lanchonetes, restaurantes e onde mais houver disponibilidade, pois, segurança nunca é demais. E o amigo vai respeitar e até concordar com tal cautela reconhecendo que o mundo real não está para brincadeiras como no virtual.

Tenha-se 21 ou mais de 29 anos, o cuidado é o mesmo, mas, sem paranóias... Ir com fé e determinação, aproveitar e estreitar a amizade. Não se está indo encontrar a futura “esposa” e sim um amigo muito benquisto que será integrado no rol das amizades e que pode vir a fazer parte, de ali para adiante, da história de uma vida.

E vale a pena repetir: um amigo do bem é um dos maiores bens que se tem na vida esteja perto ou distante, mas sempre presente no coração.

Sociabilidade su-real. Parte 1.


Sociabilizar-se, integrar-se, enturmar-se... Não vem muito ao caso o nome que se dê para a ação de estar incluído em um grupo, e tampouco é algo simples para alguns homens.

Há muitos fatores que impedem de alguém estar interagindo com os outros, às vezes é por desconhecimento das pessoas, falta de contacto, assuntos... E um que, mesmo havendo assuntos com pessoas conhecidas, é entrave na certa: a famosa (e infame) timidez.

É, há a timidez em se expressar, em falar em público, se apresentar aos outros e por aí vai... Para isso houve várias maneiras de burlar esse obstáculo ou fazer com que os tímidos deixassem de sentir tanto a conseqüência que a timidez traz: solidão.

Antes era muito comum fazer amizades por correspondência com alguém de outra cidade estado e até país (tu mesmo podes até ter sido adepto de essa interatividade), todavia, com o surgimento da Internet e redes sociovirtuais foi criado um espaço em que os tímidos podem ser eles mesmos sem receios de pré-julgamentos. Não apenas para os tímidos, claro, homens maduros também acham interessante expor sua vivência aos mais jovens fazendo uma troca de conhecimentos, compartilhando experiências.

Em salas de bate-papo, chats, fóruns e por mensagens via celular as distâncias foram transpostas de maneira vertiginosa e quase surreal. Eis um ponto a ser bem observado: o “mundo” virtual.

Virtual possui muitos sinônimos: ideal, ilusório, imaginário, irreal, quimérico e utópico; são alguns de eles. No “mundo” virtual o tímido pode não ser tão tímido e o lobo pode se vestir de ovelha...

Não se quer aqui pôr nenhum medo entre aqueles que querem fazer amizades no bem em salas de bate-papo, mas, se não devemos ser imprudentes ao conhecer os outros pessoalmente, menos ainda deveríamos ser com quem não temos como verificar a seriedade olho no olho (sem uso da webcam).

O mundo virtual é parecido à um “baile de máscaras” onde não se consegue distinguir o que é rosto do que é máscara, apenas com uma aproximação segura e precisa é possível conhecer mais a fundo com quem conversamos, mas isso requer certo tempo e até um encontro no mundo real quando convém.

Obs.: Cuidado ao fornecer informações em salas de bate-papo, diga apenas o necessário e não entre em detalhes sobre situação financeira ou particularidades que possam pôr em risco a integridade.

Obs. 2: Se tu és papai ou responsável de um menino ou rapaz, prestes muita atenção em quais páginas de bate-papo o teu filho vem acessando e as amizades que ele tem. Ser atencioso não é ser dominador. Conversaremos melhor sobre isso em uma próxima publicação.


Imagem: timidez2.jpg

Link: Wikipédia-PT

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Neologismo


Estudando acerca das relações próximas entre homens, constata-se que muitas fraternidades estão dentro dos parâmetros da homossocialidade, termo desenvolvido pela sociologia hodierna que está sendo analisada e ampliada na Fraternidade.
Em latim homo deriva de hominus significa “homem”, como expresso em homo sapiens. Por isso se crê que a palavra homossocial faz referência apenas ao indivíduo masculino. Todavia, essa partícula (homo) está sendo aplicada no sentido de sua homógrafa grega, i. e., “o mesmo”. Então, homossocialidade faz referência a uma sociedade formada por pessoas do mesmo sexo e/ou ideal, costumes, entre outros.
Ao observar a característica, ora intrínseca ora ampla, da homossocialidade e tendo em mente a propagação deturpada da palavra homo (seja na acepção latina ou grega), surge um embaraço para a maioria dos homens ao refletir sobre si como homossocial.
Para resolver esse impasse, recomenda-se substituir o vocábulo homo por seu equivalente viro (também de origem latina), donde deriva viril, virilidade, varão, varonil, varonia.
Por essa questão, virossocialidade é um neologismo mais adequado cuja definição não difere da sociológica, entretanto especifica a qual gênero se refere.
É imprescindível notificar que o intercâmbio de homo- por virossocialidade, ainda que aparente se tratar disso, não é de cunho homofóbico porque não há medo mórbido nem aversão invencível com relação a outro homem e tampouco a algum semelhante.

Preceitos, preconceitos e promiscuidade.


Muitos homens professam crenças, espiritualidades ou fé, algumas de essas embasadas nas leis e nos mandamentos judaico-cristãos. Em esse particular pode acontecer uma crise de identidade, temor e receio gerado pelo choque entre os ensinamentos teológicos e os sentimentos particulares. E surge a colisão “Testamento VS. Testosterona”.

Em algum momento foi dito para um rapaz cuja família é religiosa (praticante ou não) que “é pecado e abominável um homem deitar com outro homem”, citando até as passagens bíblicas a seguir:

"Não te aproximarás dum homem como se fosse mulher, porque é uma abominação" (Levítico 18:22);

"Aquele que pecar com um homem como se ele fosse uma mulher, ambos cometerão uma coisa execrada" (Levítico 20:13).

Duas frases que, não lidas com seriedade, fizeram muitos homens passar o resto da vida frustrados, considerando-se anômalos e, em casos graves, cometerem suicídio.

Para pôr à mortificação dos homens cujos preceitos são judaico-cristãos, releia atentamente isto: “Não te aproximarás dum homem como se fosse mulher” e “Aquele que pecar com um homem como se ele fosse uma mulher”, o que há de semelhante nas duas frases?

Resposta: “homem como se fosse mulher”, mas como um homem se faz de “mulher”?

Quando deprecia sua própria a masculinidade (ou de outrem), tornando-se (-o) efeminado. Não se quer com isso dizer que um homem para ser dito “homem” deixe de ser educado, cortês, cavalheiro, todavia, não significa que deva usar trajes femininos, adereços e outros adornos e posturas.

E na prática do coito (penetração pênis - ânus), sexo anal. Mesmo que o homem penetrado seja masculino, naquele momento está se passando por “mulher” para outro homem. Muitos homens apreciam essa conjunção carnal também com mulheres por alegarem ser prazeroso devido orifício ser estreito, óbvio, o prazer é captado pelas terminações nervosas do pênis. Homens que apreciam ser penetrados alegam sentir prazer por causa do estímulo da próstata. Agora, fica a pergunta, a mulher sente prazer por quê?

Em uma relação entre homens em que há respeito pela própria hombridade e a do amigo, onde não há submissão do outro (fazê-lo de “mulher”, penetrá-lo) e cujo principal alicerce é a amizade construtiva e bem-querer salutar não se encontra algo impuro.

O preconceito existe por motivo da incompreensão, generalização e massificação, entretanto, o que se passa na intimidade entre dois amigos não diz respeito a terceiros, basta diminuir a idéia estereotipada de serem categoricamente homossexuais dois homens que tenham um afeto e consideração mútua ou pré-disposição à promiscuidade.

E em muitos relacionamentos homem-mulher há mais depravação e promiscuidade do que numa relação entre homens sadia, viril, responsável e tranqüila. Se for analisar a fundo essa questão, podem-se notar inúmeros exemplos de como a sociedade supervaloriza costumes no mínimo ambíguos.

De um lado se expõe as mulheres-fruta e os pegadores, e do outro é propagandeada a liberdade sexual (leia-se, GLBT). Culturas diferentes que se unem contra quem não se coaduna de todo com elas. Em épocas de carnaval e em carnavais fora de época a exposição desenfreada do erotismo, sexo e da sexualidade é vista como algo comum, porém, uma demonstração de afeto mal analisado é um “atentado ao pudor”.

Há muito a ser refletido, mas, também é verdade que pouco pode ser mudado. O que é fundamental para cada homem que esteja lendo este texto é prestar atenção em como se sente e se um relacionamento amistoso como o que está sendo mostrado aqui prejudica a si ou a outrem. Se não prejudica a si nem a outrem (tendo em mente o que foi discutido sobre ser e/ou se fazer de “mulher”), então não é pecado.

O discernimento do que é íntegro, salutar, respeitoso e construtivo e do que não é está dentro de cada um, basta exercitá-lo com perspicácia.


Fotografia: pensando

Níveis de amizade (íntima).



Na publicação anterior compreendemos que nossa relação amistosa não possui traços marcantes da subcultura GLBT, contudo, a intimidade existe e é preciso compreender que nossa liberdade termina onde começa a do outro, isto é, que precisamos identificar em nossas amizades com quem podemos vivenciar certos níveis de proximidade (contato físico).
Com base em uma análise empírica (apenas na experiência, e não no estudo) deduziu-se haver três níveis de amizade íntima:
No primeiro nível há os costumeiros apertos de mão, tapinhas nas costas e abraços rápidos e formais;
Segundo nível: Estar lado a lado no sofá (por exemplo), dormir ou deitar junto na mesma cama, trocar de roupa um na frente do outro;
Nível três: abraços apertados, intensos, apalpações, contrações entre os corpos (vestidos ou despidos), frottage, docking, boquete (sexo oral) e transa (sexo anal, não obrigatório).
Atenhamo-nos a duas ações não citadas nos três níveis acima: masturbação (estímulos com a mão ou por outro modo, inclusive com a boca) e beijo.
Não tê-los incluído não significa que não ocorram, pelo contrário, justamente por serem atos que podem estar presentes nos três níveis dependendo da situação e de com quem se esteja é que requer uma atenção especial.
A masturbação com amigos é algo corriqueiro para muitos homens desde que começaram a descobrir o próprio corpo na puberdade (10 ou 12 anos). Com primos, vizinhos, colegas da mesma idade ou não, é algo bem natural e divertido cujo cunho sexual consiste a priori em ejacular, muitas vezes há comparações e competições sem que isso saia do nível 1 após a brincadeira, entretanto considerado de nível 3 quando é realizado com a boca (boquete).
Um camarada mais próximo pode estar no campo do nível dois, um chama o outro para dar aquela “aliviada” juntos, acostumados a se verem sem roupa, lado a lado no sofá, na cama ou no chão sentindo aquela energia fluindo sem restrições com conversas animadas compartilhando experiências.
Tal contacto caminha ou não para a terceira etapa da intimidade entre amigos, após a masturbação, acostumado a estar sem roupa, acontece de irem tomar banho juntos seja por causa da pressa ou naturalidade. Lá acontece de se animar outra vez e surgir uma “mão amiga” e por aí adiante...
Beijar é mais complicado do que segurar o pênis do amigo porque, ainda que seja algo que não necessita sequer estar com a calça arriada, é um gesto que para muitos significar pôr em prova a própria masculinidade. Depende da situação, depende da pessoa e depende do beijo e como foi conduzido para isso.
Simples curiosidade, experimentar para “saber como é”, vontade/prazer ou no calor do momento ser algo inevitável. Claro, visto ser muito estranho estar no nível três sem haver tido um contato lábio a lábio. Obviamente não é regra haver beijo na boca entre amigos, tampouco estamos tratando aqui de uma singela amizade. Então, fica a critério dos dois (de comum acordo) haver ou não tal ato oscular (beijo).
Existe permeando os três níveis um sentimento que não carece de contato físico (ainda que o tato seja uma extensão), é expresso através do som e da luz, da fala e da visão, da conversa e do olhar, enfim, a benquerença a alguém é capaz rasgar o espaço e dissolver o tempo.
Tal intimidade descrita nos níveis dois e três é uma conseqüência e não uma finalidade, uma meta a ser alcançada. Sentir-se bem ao lado do amigo é primordial, estar à vontade com ele resulta do período, da confiança e da consideração mútua. Você me pergunta: “Mas, eu posso investir, jogar verde para colher maduro?”, a resposta é sim, entretanto tenha desenvoltura para não ofender nem ser mal interpretado, nada como uma conversa camarada sem exigir, impor nem obrigar, os momentos acontecem sem forçarmos e quando menos aguardamos. Afinal de contas, os dois são amigos.
Links: Wikipedia
Imagem: casais_istanbul

Compreendendo a amizade.




Em todas as relações humanas sadias e do bem a amizade é imprescindível, seja entre vizinhos, colegas, parentes, amantes etc. Mas, aqui nos referimos à amizade entre dois (ou mais) homens que é expresso de uma maneira singular, onde as barreiras “não te aproximes” e “não te interessa” caem por terra. A camaradagem e intimidade são relevantes e indispensáveis.
Como foi dito na primeira publicação: “um amigo especial assim é difícil de encontrar porque vivemos em uma sociedade que, devido à maciça propaganda da subcultura GLBT, compreendeu que tal amizade entre homens tem conotação homossexual”. Respeita-se a subcultura GLBT como expressão dos indivíduos que comungam do mesmo ideal, respeita-se a bi/homossexualidade como maneiras de relacionamentos humanos.
Entretanto não significa que façamos parte de tais categorias pelas seguintes razões:
1° - Porque compreendemos que a subcultura GLBT possui simbologias próprias com as quais não nos identificamos (adoção de características femininas por homens e de masculinas por mulheres, assim como a exposição excessiva do “macho”);
2° - Muitos homens tendem a se identificar como “bissexuais” porque sentem prazer com mulheres e com outros homens, às vezes, chamam a si mesmos de “ativo x ativo”, “brow”, “brother”, “dude”, “bi hetero” ou “hetero curioso”. É preciso ter atenção de que bissexual tem relações sexuais (penetrações) com mulheres e com homens.
3° - Homossexuais, por via de regra, por mais que sejam masculinos e respeitem a masculinidade, mantêm relações sexuais (penetração pênis-ânus). O que é incompatível com o que estamos apresentando aqui.
Devido ao imaginário social gerado pela conquista dos direitos da comunidade GLBT, homens que não têm nada a ver com essa subcultura foram categorizados nela e marginalizados da sociedade como um todo.
A questão é a seguinte: tu podes ter uma amizade íntima com outro homem, mas isso não implica obrigatoriamente que devas ter relações sexuais (penetrações, pênis-ânus) vindo a ser de fato homossexual (invencionice da cultura ocidental). Assim como nenhum dos dois (devido a essa amizade próxima que tenda ao erótico) irá desenvolver características afeminadas nem ser um submisso ao outro.
Saibas que há um conjunto específico de pessoas até então desconhecido por muitos (inclusive por ti mesmo), ela carrega consigo um senso equilibrado, íntegro, com valores e respeito ao ser humano, ao homem em sua plenitude psicofísica e social ao redor do mundo, é a  Geração Y que é a “geração do milênio” e a “geração da Internet”, justamente a Internet que é a nossa ferramenta de comunicação mais completa e por onde tu estás lendo esta página agora e através da qual tomas conhecimento desta Fraternidade!
Então, estamos começando a compreender nossos princípios e o que consideramos salutar em uma amizade entre homens. Não se está “levantando bandeiras” (ainda que exista uma) e fazendo apologias (mesmo havendo um ideal a ser seguido), visto que por pensarmos como pensamos somos incompreendidos pela sociedade e não queremos vestir a camisa da comunidade LGBT, então vamos nos sentir em casa nesta página.

Ilustração: MenShakingHands1

Apresentação


Sejas bem-vindo.

Tu teres encontrado esta página pode ser o satisfatório resultado de uma busca incessante em querer compreender o que se passa contigo, a busca por algo com que tu te identifiques e a busca por um espaço em que tu possas te sentir à vontade porque somos amigos.
E, por amizade, aqui nos referimos à amizade entre homens, mas não uma amizade superficial, distante, de meros colegas ou àquela amizade de círculos sociais fúteis, de aparências ou de competição.
Trata-se de uma amizade no sentido real da palavra: “Sentimento fiel de afeição, estima ou ternura entre pessoas que em geral não são parentes nem amantes”; e ser amigo quer dizer alguém ligado a outrem por laços de amizade e companheirismo.
Relendo o significado de amizade, notaste que há certos pontos que faltam na maioria ou em todos os nossos relacionamentos amistosos com outro homem? Sente-se falta de um sentimento fiel de afeição, estima e ternura.
Quando éramos meninos, nós recebíamos abraços de nossos papais, tios, avôs, irmãos, primos, colegas e amigos. Brincávamos de lutas, fazíamos cócegas uns nos outros, deitávamos juntos para dormir e até tomávamos banho ou quando nós ficávamos tristes ou nos machucávamos a ponto de chorar havia algum outro homem nos dar um abraço ou socorrer. Pode ser que tu não tenhas vivenciado alguma de essas experiências na infância, todavia, tu podes perceber que os sentimentos de afeição, de estima e de ternura estavam presentes ali em alguma situação.
Sim. Nós crescemos como um dia devíamos crescer.
Sim, nossas relações mudaram... Mas, deveriam mudar?
Quando nós deixamos de ser meninos, em muitos casos o nosso contato e intimidade com outro homem se restringe à apenas apertos de mãos, tapinhas nas costas e conversas sobre nossas conquistas sexuais, negócios e esporte. Tudo bem, a vida de um adulto inclui isso. No entanto, tu sabes bem que sentes a necessidade de algo que está faltando, pode ser que esse algo há anos não esteja mais contigo ou ainda não esteve, mas sentes que está faltando.
Esse “algo” é um amigo cuja amizade possui características únicas, é aquele amigo com quem conversas francamente, que te apóia nos acertos e aconselha nos tropeços, aquele amigo em que tens confiança, amigo que está ali para um ajudar o outro, um cuidar do outro, amigo que te quer bem e tu a ele e aquele amigo com quem possas te despir de corpo e alma sem receios, sem reservas porque são semelhantes e cujas diferenças trazem um traço de respeito pela personalidade de ambos.
Podemos ter amigos do bem em muitos aspectos, mas um amigo especial assim é difícil de encontrar porque vivemos em uma sociedade que, devido à maciça propaganda da cultura machista e preconceituosa, compreendeu que tal amizade entre homens tem conotação homossexual.
Por isso tu podes te sentir (ou em algum momento teres sentido) uma grande revolta, tristeza ou indignação pelos teus sentimentos porque tu sabes que não fazes parte de certas comunidades com as quais não te identificas, pois, tu te reconheces como homem, tu sentes satisfação pela tua masculinidade, namoras mulheres, pretendes noivar, casar e/ou ter filhos. Enfim, tu és um homem comum, e mesmo que queiras permanecer solteiro e sem filhos, tu continuas sendo homem.
Espaço onde a amizade entre homens é isenta de estereótipos e rótulos, nós abordaremos diversos assuntos relacionados à cultura, músicas, filmes, literaturas, lazer, esporte, saúde, sociedade, trabalho, curiosidades e o que mais surgir. Esta página é tua também, onde tu encontrarás respeito e consideração.
Bem-vindo à página, abraço!